28 de julho de 2026
O Ministério da Saúde vai enviar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) uma proposta para oferecer pelo SUS o cabotegravir, medicamento injetável usado na prevenção do HIV.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (27/07) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Conferência Internacional de Aids, que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.
Segundo Padilha, o laboratório responsável pelo medicamento apresentou ao governo brasileiro um preço considerado adequado. O ministro não informou o valor negociado.
➡️ A apresentação do pedido, contudo, não significa que a injeção será imediatamente oferecida na rede pública.
Diferentemente da PrEP disponível atualmente no SUS, que exige o uso de comprimidos, o cabotegravir é aplicado por meio de uma injeção a cada dois meses. Ele foi aprovado em 2023 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A PrEP injetável é considerada a uma inovação para prevenção do HIV, já que ainda não há uma vacina disponível contra o vírus.
✅ Em 2021, o medicamento recebeu aprovação do FDA, agência reguladora dos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso do cabotegravir para prevenção contra o vírus HIV em 2022.
💊 Hoje, a prevenção da infecção pelo HIV no Brasil é feita com a PrEP oral, uma combinação de dois remédios (tenofovir/entricitabina, conhecida como Truvada), disponibilizados gratuitamente pelo SUS.
O objetivo da PrEP é preparar o corpo para enfrentar um possível contato com o HIV – como uma relação sexual em que há risco de contato com o vírus, por exemplo.
As diferenças entre o cabotegravir e os medicamentos existentes hoje são, basicamente, duas: o novo remédio é injetável e de ação prolongada.
A principal vantagem disso é uma melhor adesão ao tratamento e à comodidade de tomar um remédio que faça efeito a médio e longo prazo.
O cabotegravir mostrou-se “seguro e altamente eficaz” em dois testes clínicos com mulheres, homens que fazem sexo com homens (HSH) e mulheres trans que fazem sexo com homens. Os estudos foram feitos, inclusive, no Brasil – em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.