22 de junho de 2026

Eurofarma anuncia redução de preços em medicamentos à base de semaglutida

Eurofarma anuncia redução de preços em medicamentos à base de semaglutida

A Eurofarma anunciou uma nova redução nos preços de medicamentos à base de semaglutida e a ampliação das condições do programa de suporte ao paciente EuroCuida. A medida contempla os medicamentos Poviztra, indicado para obesidade e sobrepeso associado a comorbidades, e Extensior, indicado para o tratamento do diabetes mellitus tipo 2.

As alterações passam a vigorar ainda neste mês e têm como objetivo ampliar o acesso às terapias da classe dos análogos de GLP-1, que vêm registrando aumento significativo de demanda no país nos últimos anos.

Com as novas condições do programa EuroCuida, o tratamento inicial com Poviztra passa a ter custo de R$ 590, equivalente a R$ 295 por caixa nas dosagens de 0,25 mg e 0,5 mg. Já a etapa seguinte, com dosagem de 1 mg, passa a ser ofertada por R$ 309 para pacientes que atendem aos critérios do programa, representando redução em relação aos valores anteriores. O Extensior, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2, também foi incluído na revisão de preços.

A empresa informa que os ajustes também se aplicam a compras fora do programa, com redução nos valores praticados ao consumidor.

A Novo Nordisk é responsável pela fabricação dos medicamentos com tecnologia original, enquanto a Eurofarma atua na distribuição e ampliação do acesso no mercado brasileiro.

Segundo a companhia, a estratégia busca combinar ampliação de acesso, suporte ao paciente e maior disponibilidade terapêutica em um cenário de crescimento da demanda por medicamentos dessa classe no Brasil.

Disponibilização no  SUS

O Ministério da Saúde avalia a realização de um estudo clínico com cerca de 250 pacientes para investigar a viabilidade do uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras” no Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta envolve pessoas com obesidade grave e com doenças associadas, como comprometimento cardiovascular, em um contexto de atenção especializada.

Segundo informações do governo federal e de iniciativas em discussão na área técnica, o protocolo deve ser conduzido em um hospital de referência, com foco na análise de segurança, eficácia e impacto clínico dos medicamentos agonistas do GLP-1, classe que inclui substâncias como a semaglutida.

Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mantém em análise diferentes pedidos de registro de medicamentos dessa classe, incluindo versões sintéticas e alternativas terapêuticas similares, dentro do processo regulatório habitual para avaliação de segurança e eficácia.

Especialistas destacam que a eventual oferta desses medicamentos na rede pública dependerá de avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisa evidências científicas, custo-efetividade e impacto orçamentário antes de qualquer decisão de incorporação.

Por enquanto, não há implementação oficial das chamadas “canetas emagrecedoras” no SUS, mas sim estudos e discussões técnicas em andamento sobre seu possível uso em casos específicos de obesidade grave com alto risco clínico.

Fonte: Infomoney e CFF